segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Saudade......

Estava tentando dormir. comecei a divagar, e deu saudade! Saudade de tanta coisa, de tantas pessoas, tantas fases e momentos, tantos cheiros, gostos e sabores...
Saudade de Salvador, das praias, do Rio Vermelho, de sair pra comer pizza com amigos, de comer sushi, de ir a um rodízio, do cheiro da cidade, da cara da cidade, da energia da cidade... Saudade de ir à Super Pão comprar pão fresquinho e bolinho de queijo pra comer quase um quilo, ate a barriga doer...
Saudade da minha casa, do meu quarto, que é o meu mundinho...Saudade de chegar em casa e ter o Lico fazendo festa...
Saudade de estar em casa, saudade de meus pais, ah meu pais! Saudade de ouvir minha mãe me chamando, saudade do abraço dela, saudade de sentir o cheirinho da jantinha que só ela faz às 23:30...quando as famílias normais ja estão indo dormir ou já dormem a muito tempo. Saudade de Nino, meu pai! Saudade de conversar com ele, de cuidar dele, de reclamar dele e com ele, de ajudar, de atrapalhar, das nossas bagunças e confusões pela casa...
Saudade do Lico! Minha paixão, que me entende sem me julgar e é uma companhia incondicional! Tira os melhores cochilos vespertinos comigo e reclama se não vou dormir. Saudade do Lico fazendo fofoca pra minha mãe porque não desci com ele....
Saudade dos meus amigos....saudade de todos eles, e de cada um deles! Saudade da Mica, do cheiro da Mica, de conversar com a Mica. Saudade de ouvir Gica tagarelar ininterruptamente, saudade do olhar de Gica, saudade de Kitty Velho, de sua simplicidade e leveza. Saudade da doçura de Cina, dos valores e lições de Cina. Saudade de Pri, do sorriso desconfiado, da máquina de Pri, de estar nas fotos de Pri, e com Pri. Saudade de Rê, cidadã do mundo, que tenho visto tão pouco, mas nada muda, e que me enche de orgulho a cada nova conquista! Saudade desse hepteto junto...
Saudade do Tic....muita saudade do Tic!
Saudade da Imunda...uma tortura não tê-la ao meu lado....faz parte da minha rotina ver aquele sorriso lindo pela manhã, é pra começar o dia! Saudade de almoçarmos juntas, de conversarmos muito (segundo ela um monólogo), saudade de trabalharmos juntas, de ouvir e vê-la gargalhar... Saudade enorme!
Saudade de Nána, que mora aqui, mas sinto saudade....saudade porque vou e ela fica, saudade porque são 12 anos de amizade nos vendo pelo menos semanalmente. Saudade de tudo o que já passamos juntas, das farras e viagens. Saudade da Trinca, de Manuela. De ver Manuela e saber de Manuela.
Saudade de conversar com meu Cunha, sair pra comer e dar muitas risadas!
Saudade da Rádio Metrópole, dos ouvintes, de ouvir a Metrópole num engarrafamento e rir de Mário com Abraão. Saudade de MK....
Saudade de comer caranguejo, saudade de uma boa feijoada, saudade de peixe frito na beira da praia, saudade de comer bifinhos, muqueca de camarão, cozido! Oh saudade!!!!!! Saudade de ter ambulante na praia, de queijo coalho, de freguesa oferecendo acarajé, do caldo de Cana de Sergio em Aleluia....
Saudade de comprar vodka por R$15 reais e ainda reclamar que está caro!
Saudade de um show de Axé, saudade de um show de Ivete, saudade de carnaval...
Saudade de ser criança, de não ter responsabilidade, de viver levemente...
Saudade da Fonte Nova, saudade do futebol aos domingos, do Barradão...saudade de futebol, saudade do meu Mengo!
Saudade da Tailandia, saudade enorme de quem partiu, essa é a saudade me mata! Saudade enorme da Austrália que vivi desde que cheguei...saudade do primeiro semestre! Saudade da Doces Sonhos, saudade da praia aos domingos, saudade do Joia, saudade do Cocobahia, da Casa do Comércio, mas muito mais da companhia de todos esses programas.
É, to cheia de saudades, saudosa, saudosista....mas é bom, creio eu! Apenas sentimos saudade do que foi bom, e nos marcou! Morar fora nos permite sentir muitas saudades... e perceber como coisas simples da nossa rotina nos faziam bem, mas não nos dávamos conta. Quando perdemos, sentimos saudade!É uma oportunidade para revermos valores, pessoas, sentimentos, saudades!

Horário de verão!

Começou o horário de verão nas bandas de cá do mundo! Na verdade, na outra costa, Sydney e Cia, já estava vigorando...Perth, apenas para ser diferente, esperou um pouco! Ou seja, agora são 12 horas de diferença com relação a Salvador....e aqui agora são 03h da matina! A insonia de novo....mas é pq dormi feito um coala, até 03 da tarde, ai não tem sono que chegue! My body clock is insane....I better give up!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Não se pode nem fofocar em paz...


Hoje foi o fim da picada! Nem aqui se pode fofocar em paz, com privacidade e a vantagem de falar um idioma qe supostamente pouco aqui entendem? Desde que cheguei a Perth, há pouco mais de um ano, a quantidade de brasileiros tem aumentado gradativa e assustadoramente na cidade, e no país de forma geral. Ao longo desse tempo, aprendi que português não é seguro para conversas particulares ou para segredos com amigas. Nem para piadas é recomendado. Vou relatar os episódios que me ensinaram isso.

O primeiro deles, quando era recém -chegada, estava no ônibus conversando no telefone com minha amiga que dividia o apartamento comigo. Precisava de um documento e passei para ela a senha de acesso do meu computador. Quando desliguei, um coroa vira a cabeça para trás e fala: "Hehehe, já posso acessar seu computador, só preciso saber onde você mora". E eu "e quem diabos é você e pq fala português?". Até que ele esclarece que é brasileiro e mora em Perth há mais de 15 anos (deve ter vindo fundar a cidade!)

Depois disso, vários episódios em que eu não era a protagonista da vergonha, apenas assisti a brasileiros se colocando em situações deprimentes. Mas a auto-censura não me permite relatar...talvez depois...cruzes!

A segunda situação aconteceu tem umas 3 semanas, na casa de um amigo de Salvador. Nesta reunião da Bahia que fazemos sempre que possível, estava eu, alegre e contente, tomando caipirinha (de 51 comprada por Ozzy no Brasil). Quando chegam duas garotas no apartamento. Elas estavam vestidas à Australiana. As duas com cortes de cabelo de poodle após uma escovada no salão. E uma com um vestidinho bem "semi-nua, passou o vento leva". A outra de shortinho jeans, top super hiper mega colado de babados e meia arrastão preta. Ambas com muita maquiagem. Quando elas abriram a porta, eu logo falei, com uma amiga "Quem é aquele embrulho de velotrol?" (Expressão agregada ao meu vocabulário por influencia da peste do Faustão. Já viram Velotrol embrulhado pra presente? Sem forma, tudo armengado? Uma coisa horrorosa? Pois é!!). Ao abrir a porta ela esbarrou num brasileiro e falou, em português : desculpa! E eu só observando. Ai o cara brincou com ela: ta aprendendo português? O que mais vc sabe? E ela (em português) Falo algumas coisas, sei me virar bem. Já estive no Brasil por 3 meses, dou aula de CAPOIEIRA AQUI, e meu namorado é mineiro, mestre de capoeira! E eu, com a cara no chão, dei graças a Deus que o som estava alto e que essa expressão nem brasileiro nativo entende de primeira!

A última da conta foi hoje: Saí com 4 brasileiras pra um Pub. Estávamos no meio de uma conversa e passa uma criatura. Ao nos ouvir conversando, pára e volta. Aí pede licença e pergunta: vcs são brasileiras? E a gente diz que não (cansadas de encheções pelo mesmo motivo). Então, em espanhol, ele prgunta se somos da Espanha. Depois de rirmos, confirmamos que somos brasileiras. Aí ele explica, EM PORTUGUES FLUENTE, que é australiano, mas filho de uma mineira com um ozzy, tem família no Brasil e vai frequentemente lá. Ele fala português com sotaque engraçado de gringo, mas perfeito e com um rico vocabulário! Em casa, com a mãe, as conversas são apenas em português, apesar de o pai só saber os palavrões.

Quem merece isso?

domingo, 19 de outubro de 2008

Um pouco mais sobre a Austrália!


Cosmopolita. Esse adjetivo, de muitos outros, talvez seja o que melhor descreve a Australia. Trata-se, sem dúvidas, de um país cosmopolita, multicultural como eles definem. E a visão não poderia ser diferente se for considerado o fato de que, por ano, em media 150 mil pessoas vindas de mais de 185 países migram para a Austrália, em definitivo.
A equipe de um restaurante local, o Italiano “La Bruschetta”, pode descrever bem isso. O dono é do Sri Lanka, o chefe da Inglaterra, o pizzaiolo Italiano e os garcons da China, Colombia e um, apenas um, é Australiano. Uma verdadeira Torre de Babel. E assim é em todo o país. Uma verdadeira invasão de povos buscando melhores condições de vida. Num ônibus ou metrô ouve-se coreano, japonês, português, espanhol, alemão e várias outras línguas impossíveis de identificar, com a mesma frequência que o inglês.
Este imenso pedaço de terra, praticamente entre o nada e o lugar nenhum, oferece qualidade de vida, segurança, emprego e demanda por mão de obra. Isso atrai gente de todas as partes, pessoas que enxergam neste destino uma nova oportunidade. Com uma dimensão territorial semelhante à do Brasil e cerca de apenas 15% da população brasileira, a terra do canguru oferece boas chances para quem é qualificado e quer mudar de norte. O fato de ser um país cuja economia está crescendo e se fortalecendo, torna a Austrália bastante atrativa, principalmente entre seus vizinhos asiáticos. E muitos são países com pobrezas que nos são bastante familiar, além de alguns terem sido devastados por desastres naturais, como o Tsunami. Neste grupo estão Indonésia, Singapura, Tailandia, dentre outros,
Além de asiáticos, a Austrália recebe muitos africanos. Aqui são oferecidos planos de “adoção” a refugiados de países devastados por guerras civis ou em extrema situação de pobreza. Algo como “Venham e recomecem suas vidas”. Sudão, Somália, Gana, Serra Leoa, Congo, Namíbia, todos têm seus representantes recomeçando suas vidas na Austrália.
O processo de imigração australiano começou a ganhar força durante a Segunda Guerra Mundial. Assim como o Brasil, este foi o destino de famílias que conseguiram fugir da Guerra no salve-se quem puder. Naquele periodo, o governo australiano clamava por gente. O país precisava de mão de obra, necessitava ser povoado. Então, fez acordo com países como a Inglaterra (país que a colonizou), França, Estados Unidos, Noruega, Holanda, Itália, dentre outros, oferecendo transporte, acomodação, ajudas de custo, aulas de ingles, e muitos outros atrativos para quem se aventurasse a desbravar essas terras.
Lembram da Mamma Mia, minha hostfamily no primeiro mês? Pois é, fugiu da Guerra grávida, junto com o marido e um filho bebê. Recebeu todas as regalias para que não quisesse voltar. Deu certo! Lá se vão mais de 50 anos. Atualmente o processo não é mais tão simples assim. A procura está crescendo muito e as portas começam a se estreitar. O critério para a concessão de visto mudou, torna-se mais rigoroso a cada dia.
Agora eles perguntam aos aspirantes e e se perguntam: porque você é interessante para mim? Os qualificados e que se encaixam na imensa a lista de profissões em demanda, como engenharia, arquitetura, odontologia, fisioterapia, medicina, dentre outras, têm prioridade e ainda são bem vindos. Mas os outros, que querem apenas uma nova chance, esses têm que esperar.
Um outro ponto que tem forçado o governo a rever a política de concessão de visto permanente e de cidadão a torto e a direita é a objeção do australiano a isso tudo. Sentimentos de nativos contra imigrantes que hoje são fortes nos Estados Unidos e França, por exemplo, ainda são tímidos aqui, mas começam a surgir. Recentemente vi um adesivo num carro: “Fuck off, we are full!”, eles começam a demonstrar, mesmo que ainda timidamente, insatisfação com essa vinda indiscrimidada de gente de todos os cantos. O que fortalece isso é o fato de que muitos vistos de cidadania estavam sendo concedidos a pessoas que sequer falam inglês. Se, inicialmente os australianos mostravam-se condecesdentes e receptivos, a coisa tente a mudar. Ainda são receptivos e hospitaleiros, pois sabem da necessidade do país, mas….são muitas diferenças culturais, religiosas, políticas e de crenças convivendo juntas. Se continuar a dar certo é uma maravilha!
Outro ponto interessante é o sentimento dos filhos desses imigrantes com relação à Australia. Pablo, filho da pernambucana Marta Costa, que mora aqui há nove anos, nasceu no Brasil, mas chegou à Austrália ainda bebê, é cidadão australiano, fala português com sotaque de gringo. Entretanto, chamá-lo de australiano é uma ofensa. “Sou brasileiro”, essa é a resposta afiada! “Não sou desse país”. Este é um sentimento comum entre as crianças e jovens que chegaram aqui pequenas ou nasceram aqui, mas têm suas referências ligadas a outros países. O libanês Maher Rohanna, gerente de uma pizzeria, tem sete filhos, todos nascidos na Austrália. Mas, nenhum deles considera-se australiano. Todos apresentam-se como libaneses, e só. Como se estivessem aqui apenas de passagem. Essa é a Austrália, uma mistura de gente de todos os cantos, ainda construindo sua identidade, ainda sem grandes traços culturais, sem comida típida, sem cara. Por outro lado, ainda com muita qualidade de vida, ainda com segurança, ainda com muitas belezas naturais intactas e muitas coisas a serem descobertas e exploradas.

ADEUS AO BAIXINHO- Por Paulo Gomes


O texto é do querido amigo Paulo Gomes, radialista e apaixonado por esportes, como eu. Paulo conseguiu traduzir exatamente o que sinto por esse baixinho marrento, que insisto em dizer que foi o maior que VI atuando, para mim, Romário é realmente o cara! Em tempo, indico o blog do Paulo: blogdopaulogomes.blogspot.com


ADEUS AO BAIXINHO
No mundo das artes não há lugar para criadores sem carisma. Nem para solistas apenas razoáveis, nem tampouco para personagens “sem sal”, bonzinhos ou sem alma, que estejam nas cenas, somente para constar ou fazer número. É preciso brilhar!
Melhor até polemizar do que passar em branco.

Fundamental ser marcante ou marcar. Eis exatamente o verbo para ilustrar o carismático personagem: marcar! Como ninguém ele soube – e ainda sabe – marcar. Muitos e belos gols.Um artista da bola! Na sua fórmula estão presentes importantes ingredientes: a habilidade de Reinaldo, o oportunismo de Dinamite, a presença de área de Cláudio Adão,a fome de gol do Rei Dadá, a explosão de Ronaldinho. Talvez por possuir tantas qualidades relevantes de um homem-gol, Romário se tornou um de seus maiores representantes. Para Cruyff, foi o “gênio da grande área”, para Tostão, “o melhor dos centroavantes”. Para muitos, apenas um marrento, um ególatra, um tremendo “mascarado”. Considerando tudo -qualidades e defeitos - : um senhor jogador!

Podemos não concordar com sua vida de badboy, com seu comportamento como profissional fora do campo, com suas manias, regalias e alfinetadas de língua ferina e afiada. E até com o seu jeito egoísta de se “colocar acima do bem e do mal”, de entrar em atrito com outras e maiores unanimidades como Pelé e Zico, mas até nisso, o sujeito foi genial. Pois gênio é aquele que vai de encontro, vai pra briga, entra no conflito, para marcar na história. Não foge de nenhuma batalha. Seja briga de rua ou grandes guerras. Seja para enfrentar o Zé ou o Arthur da esquina, o João do bairro ou um Édson famoso. Mesmo que esse Édson seja o Arantes do Nascimento ou o Arthur, seja o Antunes Coimbra.

Gênio é aquele que faz e faria aquilo que muitos nem saberiam nem como começar a fazer. Romário de Souza Farias, faria e fez. Romário com R de rebeldia. Com O de ousadia, com M de magia, com A de astúcia, com mais um R de realeza, com I de inteligência, com outro O de ouro, como foi seu o futebol, dourado! Perfeito acróstico da bola.Bola que agradece por ter sido por ti, tão bem tratada. Pois no pacto que fizestes com ela, e com Deus quando este disse : - “Esse é o cara!”, tu cumpristes o combinado e ainda exagerou no pagamento.
Fostes muito mais além, Nos proporcionando tardes de espetáculos, noites estreladas e enluaradas de grande e formoso futebol.

Se vibrar com um gol é o grande momento para nós pobres mortais, vibrar com gol de Romário, sempre foi muito melhor. Pois com a sua assinatura, ele – o gol - na verdade recebia “carimbo e selo de qualidade”. A seleção e o povão verde e amarelo agradecem. Teu companheiro de glória em 94, Bebeto,”o chorão’”, choroso de emoção, agradeceu com um “eu te amo!” traduzindo exatamente o que a galera queria dizer naquele momento. Valeu Peixe!

sábado, 18 de outubro de 2008

A peregrinação!


O nome do blog é referência, claro, ao local onde me encontro, Perth, WA. Se toda a peregrinação não me trouxe ao fim do mundo, eu desisto! Não quero saber onde é, não imagino nada mais longe. E, acho que fiquei/ tenho ficado tanto tempo aqui, mais para me recuperar do cansaço, do que por qualquer outra coisa! (Se algum"Não Baiano" ler vai logo falar: É por isso que dizem que Baiano é preguiçoso....) Hehehe! Me senti o Rubinho Barrichelo disputando uma corrida: "Mas esse troço não acaba nunca? Aposto que todo mundo já chegou"....Mas, de verdade, só de pensar em fazer tudo de novo meu estômago revira. Enfim, vou relatar o que me lembro, com os peculiares episódios da referida peregrinação.
Primeira etapa: como minha família fez a gentileza de espalhar-se pelo Brasil, tive que saracutear pela Pátria Amada até deixá-la em definitivo. Ao sair de Salvador, o primeiro pit stop foi em Brasília. Fui dar tchau ao povo e conhecer alguns novos babies que a família de hamsters havia trazido ao mundo.
De Brasília segui para Franca (SP). Fracamente, nada pra fazer por lá a não ser dar tchau a outra parte da família e a minha avó Mariana, ou Fratura, para os íntimos, que é nômade. E ela nem mora lá mais. Muito parada a cidade para uma figura de seus 90 e tralalá....
Feito isto, segui para São Paulo, de onde partia o avião com destino à Austrália, fiquei lá alguns dias também....De Sampa embarquei num avião da Lan Chile com destino a Santiago (Chile). A rota do avião é ao contrário, se olharmos a perspectiva de sempre do mapa, ele vai por trás do Globo....No Chile eu aproveitei para parar também, né? Claro, já estava cansada. Onde o avião parar eu desço. E por lá fiquei 4 dias. Visitei Santiago, Viña Del Mar e ValParaíso. Vale a pena conhecer pra quem tiver oportunidade. Muito lindo o país, uma cara bem diferente do Brasil. E foi lá que vi neve pela primeira vez...e, como primeira vez, não apenas vi, como rolei, botei na boca, chutei e joguei nos outros (sem duplo sentido nessa parte, viu Senra?!)
No Chile peguei um imponente avião da Qantas, aquela mesma, cujo símbolo é um canguru. Ela e a Lan Chile fazem parte do mesmo grupo. Sentei nas poltronas da janela, eu e Debi, amiga que veio comigo. Na verdade ela roubou meu lugar na janela e me jogou na poltrona do meio. Fiquei angustiada com medo de alguém sentar no corredor e eu viajar aquilo tudo espremida. A sorte é que o vôo não estava lotado. Quando as luzes foram apagadas, a bonitinha, não satisfeita com o fato de ter roubado minha vista do mundo, me enxotou com os pés corredor a fora. "Vá batalhar por um espaço que o vôo não está cheio e EU quero esticar as canelas". Depois dessa, só me restava sair, né? Ao lado tinha uma Kamikaze, acho que chinesa, toda esguia na cadeira. Pensei: "Beleza, asiático dorme sentado assim, na postura, e eu pego as três poltronas". (O avião é dividido no 3/4/3). Mera ilusão. Quando pisquei a figura já tinha escorregado nas 4 poltronas e dormia feito lagartixa no sol. Peguei meu cobertor e fui zanzar em busca de um espaço. Mais adiante achei onde me esticar. Duas poltronas. Deitei e só acordei para comer, claro! Saí de Santiago eram 22:45 de 20 de agosto de 2007. Cheguei em Auckland quase 18:20m depois, e eram 07:00 da manhã de 22 de agosto. Viajei, para mim, umas 3.500 horas. O angustiante é que o avião sai do Chile a noite. E, depois de dormir horrores, vc olha pela janela e ainda está noite, mas já do outro dia. Não clareia nunca, até o avião aproximar-se de Auckanld, Nova Zelandia, onde lá fui eu parar novamente. Estava morta e perdida. Lá não saí do aeroporto. Foi apenas o tempo de checagem de passaportes na imigração e depois de volta para o avião. Em Auckland senti o peso na América do Sul nas costas pela primeira vez. “Quem tem passaporte azul vem para essa fila, o resto a fila é aquela…..lotada, claro!
Cansados? Imaginem eu. De Auckland pra Sydney foram mais 5 horas. Desembarcamos em Sydney (Eu e Debi), fomos pegar as bagagens para pular pra outro avião com destino a Perth. As bagagens, como sempre, demoraram muito tempo para rodar. Pegamos tudo, mas faltava a sombrinha de D. Débora. Na verdade um troço maior que um sombreiro (mais para bater em alguém do que pra qq outra coisa), que ela carregou desde Salvador e que não chegou. E lá vai ela esperar e querer brigar por causa da bendita sombrinha. Eu não tinha forças nem pra falar meu nome, arrastei ela, que veio resmungando e lamentando a enorme perda. Paciência. A fila da imigração era quilometrica, e o aeroporto gigante. Nessa brincadeira passaram-se mais de 2 horas e nós perdemos o vôo Sydney-Perth. Quando chegamos ao local onde estavam os terminais das empresas, achei que tivesse descido na China ou algum país Asiático, tamanho era o número de olhinhos puxados tagarelando por todo lado. Pensei “To lascada, vou morrer aqui..ninguém vai me entender, ninguém vai me achar, vou morar nesse aerporto”. Mas era Sydney, e apenas a primera amostra da quantidade de asiáticos que moram e passeiam por aqui. Fomos ao balcão da Qantas explicar, num inglês gestual e de índio que tínhamos perdido o vôo. Depois de muitos desenhos e explicações, a mulher remarcou a gente para o próximo vôo que partia para Perth em cerca de 1.30. É mole? Pra completar, porque desgraça pouca é bobagem, o vôo não era direto, tinha escala em Melboune!!!!! Pegamos outra fila para desparchar as bagagens, depois um onibus do aeroporto internacional pro domestic, depois o vôo.
Ao finalmente aterrisar em Perth, depois de mais 5h30 atravessando o país de ponta a ponta, estou pegando minhas bagagens, alegre e contente, quando ouço meu nome ser anunciado no sistema de som do aeroporto. Falei com Debi, sou eu, estão me chamando. E ela, é nada! Queta! E a mulher repetindo insistentemente meu nome, com o sotaque triste. Lá fui correr pelo aeroporto descobrir onde estava a mulher e que diabos queria comigo. Fui parar no terminal de bagagens da Qantas. Estavam me chamando para avisar que uma das minhas malas havia chegado mais cedo e que iriam colocá-la na esteira ONDE EU ESTAVA! Foi isso!

Daí peguei um transfer e cheguei na casa da Mamma Mia Save Water! E ela, com um sorriso que exibia uns 3 ou 4 dentes, me disse que já tinha uns 2 dias esperando a minha chegada, e questionou pq demorei tanto! E eu pensei, "pq eu quis, o Brasil é logo ali"...ninguém merece! Completamente morta, com fome de feijão (depois de milhares de quentinhas amostra grátis de avião), só queria um bom banho, e dormir....apaguei! É assim que a gente se adapta ao fuso (de 11h). Chega tão cansado que só dorme, aí o corpo se acostuma...

Depois de tudo, acreditava que o pior tinha passado, doce ilusão….mas as outras vivências ficam pra depois. Esse percurso é tão surreal por si só que nem preciso aumentar nada para firular….

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Sistema Educacional


Surpreendente. Diferente. Assim me policio, e é como tento adjetivar as coisas que vivo e aprendo aqui, mais do que emitir juízo de valor ou comparar com o Brasil, pois caio no erro de achar o Brasil sempre melhor na maioria das vezes. Enfim, deixemos isso de lado. A última coisa que aprendi aqui é sobre como funciona o Sistema Educacional Australiano. Bem inovador para o ponto de vista de quem teve 6 matérias e 10 (até onde me lembro) no ensino fundamental, e 12 no ensino médio. Aqui é tudo diferente, tudo a seu bem querer, um migué só.

Começa pelo seguinte: eles não aprendem inglês na escola. Não faz parte do quadro de disciplinas. Na lógica do sistem local, não tem porque aprender o seu idioma na escola, gramaticalmente. Aprende-se em casa, na rua, falando. E só! O aprendizado não vai além do uso cotidiano, da linguagem oral, aí mora o problema. Como a maioria da população não vai muito além nos estudos, limitando-se a concluir o High School, em tese aprender regra gramatical não faz falta. Se perguntarmos porque isso é assim, e não assado...complica. Eles prontamente dão uma de Chicó, do fantástico Auto da Compadecida, "não sei, só sei que foi assim".

Mas, os que se atrevem a ir além e entram na Universidade descobrem que não sabem escrever no próprio idioma, não aprenderam. Resultado: os níveis dos trabalhos iniciais que entregam aos professores é primário. Para corrigir o problema, o inglês tem que fazer parte das disciplinas universitárias, independente do curso, com o intuito de elevar o nível e permitir aos alunos avançarem e pelo menos entregar os trabalhos com um nível minimo.

Meu professor de inglês falou na sala que se lermos algo escrito por um autraliano e identificarmos algo errado é normal. Foi além, se formos corrigidos na escrita por algum ozzy, duvidemos, e mantenhamos a nossa opção, na maioria das vezes eles estarão errados!
Depois falo sobre a mamata que é a escola nessas bandas!
Sei que pior é aprender português por uns 15 anos e chegar na faculdade com erros gritantes, desastrosos, vergonhosos. E que pra completar não estão restritos à escrita, mas identificados também na fala e tudo mais o que couber e fizer parte da comunicação do indivíduo. Mas, pelo menos a grade curricular do Sistema Educacional Brasileiro tenta, faz a sua parte e lava as mãos.
Literalmente lava as mãos para os milhares de problemas que aí adormecem....
PS: A foto é maldade...apenas não achei nada mais interessante.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Em busca do Oxe........

Certa feita me reuni na escola com meia de dúzia de baianos (dos 10 que encontrei por aqui- alguns já foram, alguns ainda estão) numa séria discussão que visava a sofisticação do nosso vocabulário, que sentíamos extremamente capenga sem o nosso OXE!
Depois de mais de meia hora de muita conversa, risadas e análise de possibilidades, desistimos! Não achamos no pobre idioma inglês nada que estivesse à altura para assumir respeitável função coloquial.
Tempos depois, conversando com uma conhecida, também de Salvador, que mora na Irlanda há dois anos, contei a história e ela soltou: - Oxe, você não usa o oxe? Oxe, como é isso? Oxe rapaz, não dá pra ficar sem falar o oxe não. Eu falo no meio de qualquer conversa com qualquer pessoa, naturalmente. "Oxe, you are very late" or "Oxe, this is not true". "Oxe, Im busy today, I can't go out". E ela ainda disse que tem uma amiga Gaúcha que faz parte do tratado e que solta o Baaah tchê da mesma forma.....E eu disse: "Oxe, você é doida. Mas vou tentar pq não consigo me virar sem meu oxe"!

Como lavar a louça!


Esse é um os temas que mais causa discordia entre brazucas e aussies. Tudo uma questão cultural, e os dois lados com seus argumentos na ponta da língua para defenderem seus pontos de vista. Simplesmente, o jeito australiano de lidar com a água é meio ou melhor, bastante estranho ao brasileiro.
Por tratar-se de uma país que vive de perto um problema que atinge o mundo todo, escassez deste precioso bem, eles aprendem, desde cedo, a preservar, cuidar, não desperciçar e economizar água. Existe uma educação rigorosa aqui no que diz respeito a isso. E é realmente necessário. Eles não têm água! Em alguns anos não sei como vão fazer....
Quando cheguei à Perth, fiquei durante o primeiro mês em homestay. E nesta casa de família, na verdade uma viúva italiana que mora aqui há mais de 40 anos, tinha um quadro na porta do banheiro. "Por favor considere nossa escassez de água e use com moderação. Limite seu banho a 5 minutos. Let's save water". Todos os vasos sanitários possuem opções de descarga para número 1 e número 2. A depender da demanda, a força do jato muda. Nessa mesma casa, vi o jeito austrliano de lavar a louça, chocante, nojento!
Eles enchem as duas pias da cozinha com água quente. Em uma jogam um pouco de sabão e a outra deixam "bem limpinha". E vão esfregando toda a louça na primeira pia e depois enxaguam na outra e já foi. No fim desse processo as duas pias estão com uma água cor de vatapá com caruru e a louça no escorredor cheia de sabão e meio oleosa. Eca! E não dá para argumentar, acham o jeito brasileiro um desperdício de água e tempo.
Mas, deixemos a louça de lado...a noção de necessidade de economizar água aqui é completamente instrinseca. Eles crescem com isso, faz parte da natureza deles. Não fazem algo com a noção de que estão economizando água em todas as atividades diárias, simplesmente o fazem por não conhecerem sequer outro jeito. Isso precisamos aprender. O Brasil tem uma reserva de água que causa inveja a qualquer país do mundo, mas é um um bem que acaba. E o tempo que vai durar nós é que diremos, está ligado ao uso que fazemos deste bem. O brasileiro não precisa aderir ao ozzy way de lavar a louça, mas pode desenvolver o hábito de economizar e banir o desperdício nas pequenas atitudes.
Let's save water!
OBS: Nessa onda de querer salvar água, a Mamma Mia exagerava. Tinha um tanque fora da casa onde ela estocava água da chuva. Até aí tudo ótimo. Mas, um dia descobri que a água que bebíamos vinha deste tanque. Aqui a "água de beber" é a da pia mesmo, sem cerimônia ou problema, e era essa que eu achava consumir. Mas a Mamma argumentou que a água da chuva era mais limpa e mais saudável, porque vinha de Deus!! Eu lembrei das aulas de biologia e geografia sobre as mudanças climáticas e a composição da chuva, sorri e pensei. "Se essa peste faz isso tem 40 anos e tá aqui inteira pra me azucrinar, eu não irei morrer por um mísero mês bebendo a água de Deus, né? Vamos pagar pecado...."

A conversation between two Australians

Two men that have never seen each other before met in a supermarket and start a friendly and cool conversation...
1.- How r u man?
2. - Not too bad. Yourself?
1.- Same! What have u been up to?
2.- Not too much...Yourself?
1.- Same! Where have u been?
2. Not too far. Yourself?
1.- Same! Ok...I gotta go...catch u!
2. Beauuuutiful...Cheers man!
Thats it! No sense...and they do it a lot...those are the most important phrases for an Australian...as they use to say about themselves..."just two beers shot of a six pack"!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Boca do Inferno....sempre atual!


Triste Bahia! oh quão dessemelhante

Estás e estou do nosso antigo estado!

Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado.

Rica te vi eu já, tu a mim abundante.

A ti tocou-te a máquina mercante,

Que em tua larga barra tem entrado,

A mim foi-me trocando e tem trocado

Tanto negócio e tanto negociante.

Deste em dar tanto açúcar excelente

Pelas drogas inúteis, que abelhuda

Simples aceitas do sagaz Brichote.

Oh, se quisera Deus que, de repente,

Um dia amanheceras tão sisuda

Que fora de algodão o teu capote!

domingo, 5 de outubro de 2008

Leilão


Há uns meses trabalhei num evento da Sociedade de Médicos do estado (WA) que pesquisam coisas ligadas ao câncer...entre as folias, o baile, muitas comidas e bebidas, tinha um leilão beneficente. Para serem arrematadas pelos abastados bolsos, peças autografadas e doadas por grandes nomes do esporte mundial, como Roger Federer, Michael Jordan, Ian Thorpe, Harry Kewell (grande aqui pra eles, e citado por ser um dos maiores destaque do futebol australiano), Maradona e Pelé!
Do Hermano, o ítem era uma camisa autografada da seleção de 82. E de Pelé, uma tosca réplica da camisa de 58 também esquisitamente autografada. Quando acabou o evento fugi para xeretar os valores pagos pelas peças. Na verdade queria ver mesmo era quem valia mais na cotação do Australiano, Pelé ou Maradona, ou se alguém encalhou! O que carrega "A Mão de Deus" foi vendido por A$3.600, já o Rei do Futebol A$ 4.500. Fiquei feliz da vida. Aqui o povo não gosta de futebol mas não é tão demente. O que ainda surpreende, mas não deveria, é que também foram leiloadas camisas dos times de Australian Football. É um jogo de brutamontes, mistura de Futebol Americano e Rugby, um troço horroroso, mas extremamente popular aqui no país, principalmente na parte onde me encontro, Western Australia. E os ítens dos ídolos dessa modalidade, praticada exclusivamente aqui, chegaram a ser vendidos por mais de A$10.000.
No fim da festa, quando o povo já quase dançava sem roupa, vi o quadro com a camisa de Pelé encostado na mesa, abandonado. Cheguei perto e fiquei olhando, ai se aproximaram algumas pessoas falando alto e minha amiga, também brasileira que trabalhava comigo comentou que a peça era tosca e tal. Imaginamos que tinham passado a perna num "pobre australiano" com a cara réplica. No meio da fofoca, a esposa do médico que comprou a peça fala conosco, era uma brasileira! Mora na Austrália tem mais de 15 anos, e estava feliz da vida com o quadro, planejando onde colocaria.....Nessa hora eu agradeci por não ter feito nenhuma piada com relação ao quadro, a quem pagou, ao preço pago e tudo o mais! Aqui tem tanto brasileiro que não se pode mais nem fofocar em paz. Oh my God!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Dente!


Um dos maiores choques culturais que tive aqui foi com a relação do Australiano com dentes. Isso mesmo, dentes!! Simplesmente muitos deles não os têm, e não sentem nenhuma falta. Eles não ligam para isso. E refiro-me aos dentes da frente, os que a gente costuma dizer que qualquer um salva a todo custo, por serem os dois de honra, o sorriso, um pra doer e o outro pra abrir garrafa! Nada disso. E a falta de dente não esta ligada ao nivel social e econômico...a pessoa pode ter o dinheiro que for, o carrão que for, eles não ligam, não se preocupam em cuidar da dentição, não é algo que lhes traga nenhum tipo de constrangimento, cultural mesmo. Devem simplesmente arrancar quando dói, e nessa onda vai a boca inteira, e nem uma chapa a galera compra. Sorriso oco mesmo, de nenem. Inicialmente achei que fosse em função do preço. Aqui a mão de obra escassa inflaciona todo e qualquer serviço, principalmente os de saude. Mas o poder aquisitivo e a remuneração permitem a qualquer um cuidar disso.

E eles não cuidam. Independe do trabalho que fazem, serviço de atendimento direto ao cliente, coordenação de qualquer coisa, agente de imigração, gerencia de loja, professor, todo mundo no mesmo barco. E o ciclo vicioso vem trazendo a nova geração de banguelas. Os adolescentes não usam aparelho, têm o sorriso amarelo cheio de crosta, fio dental deve ser pra amarrar sapato. Uma tristeza.

Acredito que o choque foi grande porque no Brasil qualquer pessoa hoje em dia cuida da dentição o máximo que pode, ou tenta. Mesmo os de baixa renda, deixam de lado muito mais pela falta de condições financeiras do que por acharem tratar-se de algo superfluo. E quem pode, paga plano quando consegue, parcela, vai em "dentista açougueiro", se vira. A cultura brasileira condena bastante um sorriso desconcertado, que os digam os Ronaldinhos. Imagine as bombas que vejo por aqui, cujo sorriso abre as portas para a imensidão do infinito. Oh Céus!

Quando trabalhava num resturante dava boas risadas ao pegar pedidos, sozinha, claro! Sempre imaginava, com vontade de perguntar: "E você vai mastigar esse frango como minha senhora?" "Além disso tudo que já pediu não quer incluir dois molares e um incisivo não?" Socorro! Macacos me mordam, já que a galera aqui não está habilitada para tal.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Insonia

Agora sofro desse mal...não que tenha problema pra dormir...se fosse para definir-me como um animal poderia perfeitamente ser um coala ou urso...pq amo dormir, hibernar...mto! O problema é que não durmo mais na hora certa. Desde que cheguei à Austrália não tive nenhum problema para me adaptar às 11 horas que separam o país onde estou e o país ao qual pertenço...mas agora me vem essa novidade! Não vivo mais nem no fuso do Brasil e nem do daqui, to sem fuso, em parafuso! Mas, deixa pra lá...uma hora o corpo cansa de me encher o saco e resolve o que quer!
Aqui agora está chovendo...pra variar. A primavera deu sinais de que tinha chegado, mas o inverno não quer sair de cena! E nessa confusão não dá pra saber se vai fazer um frio de matar qualquer baiano ou um belo dia de sol e temperatura agradável. Ninguém merece!

Australia, o filme


Estrelado, claro, por atores australianos consagrados em Holywood, a expectativa é que o filme conte um pouco do início da história do país. Veremos! Coming soon

Filme: Austrália

Thailand- 1


Em junho passei duas semanas na Tailandia. Simplesmente a melhor viagem da minha vida. O país é lindo e encantador, as pessoas são super receptivas, incrivelmente amáveis, as belezas naturais são de tirar o fôlego e para fazer turismo é tudo barato. Dos 15 dias por lá, a maior parte eu fiquei em Phuket, que é a Ilha ao sul do país, onde estão as praias paradisíacas e onde o Tsunami derrubou tudo o que estava pela frente, em 2004, e matou mais de 5 mil pessoas. O hotel em que fiquei era exatamente em Pathong Beach, uma das praias que foi completamente destruída e onde milhares de pessoas morreram. Apesar de tudo estar praticamente reconstruído, tantos anos depois, ainda é possivel observar obras em calçadas, pistas, escolas, etc.

A população local não fala muito sobre o assunto, apenas descrevem como uma tragédia a ser esquecida, mas que no fundo jamais será! Conversei com alguns guias turísticos dos passeios que fiz por lá e um deles disse que ficou meses sem trabalho, que simplesmente não tinha turista, como a economia local é dependente do turismo, o estrago, como se fosse pouco, não ficou restrito às ondas gigantes, mas perdurou muito mais pelo medo que afastou os turistas de lá.

Sobre o país, o primeiro ponto que me chamou atenção foi o fato de praticamente todo mundo falar inglês. O vendedor de petisco, o ambulante, atendente de posto, mercado, taxista, menino pequeno, papagaio e periquito, todo mundo se comunica em inglês. Pelo menos o básico para lidar com o turista todos eles sabem, é impressionante!
Depois falo mais sobre a Tailandia.

A Austrália!

A Austrália é um país muito interessante para se viver ou visitar! Extremanente Cosmopolita, ou Multicultural, com eles aqui se classificam, é bem parecido com o Brasil em muitos aspectos, e muito melhor em muitos outros, pior em outros tantos também, é claro. Com dimensões continentais, é um pouco menor que o Brasil, mas tem apenas cerca de 10% da nossa população. Mesmo considerando que no meio da Austrália o deserto impede a habitação, é muito pouco para um país cuja economia tem crescido consideravelmente e que precisa de mão de obra para impulsionar isso! A falta de gente, literalmente, torna a Austrália pouco atrativa para receber investimentos externos e ser alvo de grandes empresas. Quem quer saber de 20 milhões de pessoas lá no fim do mundo com a China logo ali em cima....isso é a quantidade de gente de apenas uma família de olhinhos puxados!
Por isso o país precisa de gente. Mas não abre as portas para a imigração desenfreada. O governo Australiano incentiva o processo de visto permanente para as pessoas cujo perfil se encaixa nas necessidades do país. Isso tem tornado a Austrália um dos principais destinos do mundo para pessoas que buscam novas perspectivas. Aqui tem gente de todos os cantos. Sabe países que você não acredita que existem, acha que apenas colocaram um nome para o pedaço de terra não ficar solto no mapa? Aqui tem gente de lá! Nas ruas você ouve idiomas ininteligíveis, e vê pessoas de todo tipo, gente que está aqui estudando inglês, gente que veio ver no que pode dar, gente que tá passando uma chuva e gente querendo ficar!

Começando!

Desde que cheguei à Austrália tenho vontade de escrever sobre várias coisas que vi e vivi, mas sempre adiei o projeto, sabe-se lá porque! Agora resolvi começar o blog e vou postar experiências, cenas, coisas, pessoas e muito mais! Ou não!